O telefone modifica as formas de comunicação e diálogo. Na história das mídias o telefone é o desenvolvimento da carta e do telégrafo e do gramofone. Da escrita, ele perpetua a idéia de comunicação a distancia. Representa a separação do corpo e da voz, criando uma nova linearidade do código.
Para Benjamim, o telefone é uma máquina diabólica, a voz que vem dele tem uma força estranha, que toma de assalto e que controla e aniquila qualquer reflexão. Materializa a dominação da voz não controlada, que remete a situação cinematográfica do espectador, ao ser hipnotizado pelo filme.
Para Proust, o telefone é uma “admirável feitiçaria”, que mantém a voz da pessoas amadas próximas. É uma mídia de dimensão sonora que serve como reflexão para ligar o cinema não só a imagem, mas ao som. Discute-se prioritariamente a questão da imagem, o telefone incluiria a discussão sonora. Proust considera o telefone como a primeira máquina de síntese, de encurtamento de distâncias.
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